Águas de Setembro
À Luz dos dias de Setembro- o SER Água,
águas brilhantes com cheiro na memória, o presente em movimento, a recordação do humano na trajetória,
a água no chuveiro ou na rua, o vapor de água, envolve-nos no mistério de uma manhã de inverno,
a água que vem numa tarde de outono, despidos de preocupações estão os pés que a sentem a chegar, nas primeiras gotas da estação,
a água que é guardada na memória duma noite verão, brindada a gelo a hortelã,
a água em todas as suas formas e lugares ocupa o espaço, no mar, no rio, no lago e no poço
a água que caí do nada, é uma revelação
a água da placenta que nos embala na caverna da nossa mãe
a água das lágrimas que é salgada, rola no rosto e liberta a emoção para as gargalhadas expandirem o coração,
em alegria exerce a sua função,
a água sagrada.
V.
18 de outubro de 2022
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