AMAR
À Luz dos dias e das noites de Maio. Amar o que fazemos, - surge a composição da emoção na proposta de ser vivo o poema, invade na totalidade o órgão maior do corpo transformando, os pêlos em pequenas arvores esguias à procura de luz. A eletricidade produzida acende a cidade interna que vivia sem luz há milêneos Na explosão da emoção a frase completa o circuito da linha do pensamento - e sabemos o que está a vibrar é nosso. Há a vontade de registar e desenhar os caracteres no branco da folha de papel antes que se vá com a emoção a gratidão e fique de fora do tempo o verbo, cria a melodia no tom desalinhado e aproxima a língua vizinha. A palavra segue o sentido que é para ser escutado: facemos, facemos, facemos ... Assim permanece escrita a té ser descoberta na escuridão a energia com que foi criada. Os dias de Maio têm sido tatuados no osso. O esforço de criar novos passos. Na vontade superar os ob...