A Fazer o pino
À luz dos dias de Março, o primeiro chega com as serpentinas de luz no sopro das velas apagadas do dia anterior. Banir o assombro dos lugares comuns nas teias que compõem o cenário é a proposta para o novo ano. Com o impulso da nova estação a força que invade o corpo apertado pelo espartilho dos últimos anos. Sem tempo para parar o caudal que emerge a montante. Sou levada na corrente, da luz à sombra e no embate está o c onvite à celebração da vida que vem no projetor dos feitos encontrados na fita, e que agora se desenrolam nas mãos. Os quilômetros que abrem a estrada são sentidos no coração... Fui escolhida para ser a atriz principal mas troquei de papel em todas as representações anteriores. Os gritos da surdina da noite, os uivos reprimidos nas cordas vocais, o ar que atrofia a lei da dinâmica, impede a credibilidade ...