O FIO
` A Luz dos dias de Abril C om fio na mão, e o desafio do sangue a descer. As curvas internas da escuridão são serpenteadas nos caminhos da mãe terra, sobrevoada pelos dragões das nuvens de algodão. No vale há um caldeirão, onde é escutado o sussurro da deusa que espreita as múltiplas faces humanas. J unto à margem das águas de Lys, o s ventres são cuidados n os acordes do feminino. Vozes tecem o fio da ancestralidade, para a semente da terra romper. É aclamada poesia, em poesia se cria a melodia, - com os tambores as oferendas tem outros sabores. Em sororidade as mulheres serpente abençoam o amanhã. Com emoção avistam a velha anciã de sorriso fechado no templo iluminado. O fio que passou na ranhura da agulha, tem a cor vermelha e cria uma nova realidade. * poema dedicado às Mulhe...