O FIO

 `A Luz dos dias de Abril 


Com fio na mão, e o desafio do sangue a descer. 

As  curvas internas da   escuridão são serpenteadas nos caminhos da mãe terra, sobrevoada pelos dragões das nuvens de algodão. 

No vale há um  caldeirão, onde   é escutado o sussurro da deusa que espreita as múltiplas faces humanas.

Junto à margem  das águas de Lys,  os ventres são  cuidados nos acordes do feminino.

Vozes  tecem o fio da   ancestralidade, para a semente   da terra romper.

É aclamada  poesia, em poesia se  cria a melodia,-  com os tambores as oferendas tem outros sabores.

Em    sororidade as mulheres serpente abençoam o amanhã.

Com emoção  avistam a velha anciã de sorriso fechado no templo iluminado.

 


O fio que passou na ranhura da agulha, tem  a cor vermelha e cria uma nova realidade.


* poema dedicado às Mulheres Serpente.

V.

  30 De ABRIL 2023

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