AMAR
À Luz dos dias e das noites de Maio.
Amar o que fazemos, - surge a composição da emoção na proposta de ser vivo o poema, invade na totalidade o órgão maior do corpo transformando, os pêlos em pequenas arvores esguias à procura de luz.
A eletricidade produzida acende a cidade interna que vivia sem luz há milêneos
Na explosão da emoção a frase completa o circuito da linha do pensamento
- e sabemos o que está a vibrar é nosso.
Há a vontade de registar e desenhar os caracteres no branco da folha de papel antes que se vá com a emoção a gratidão e fique de fora do tempo o verbo, cria a melodia no tom desalinhado e aproxima a língua vizinha. A palavra segue o sentido que é para ser escutado: facemos, facemos, facemos...
Assim permanece escrita até ser descoberta na escuridão a energia com que foi criada.
Os dias de Maio têm sido tatuados no osso.
O esforço de criar novos passos. Na vontade superar os obstáculos. De vencer o tempo do padrão. Na alquimia da noite a tentativa do acerto
A MÃE saberá
quando o chegar o dia marcado e me for pedido para entregar o corpo à Terra. A composição dos trinta um dias de Maio estarão misturados nas raízes ancestrais dos demais e descobertas como assinatura da resina Âmbar.
V.
Vanda Santa- Rita
31 Maio 2024
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