FE V.

 À luz dos dias de Fevereiro 

Se fosse um mês de trinta dias, hoje estaria a  meio do mês de Fevereiro  a puxar o fio da vida, a  analisar os meus passos que estão marcados pelo  significado que lhes imprimi.

Mas não é, é um mês comum de vinte 8 dias. Um mês pequeno. O segundo mês do calendário gregoriano. O mês que, de 4 em 4 anos acresce -  um dia - ao mês, de nome  bissexto. Direi que é um  mês por onde o fio será rematado para o novo fio brotar com a Primavera, o fio da vida seguir em sincronia com a natureza.

 É o  mês que o Ser humano entrega a sua natureza dominadora à Mãe Natureza. 

O mês do último signo do Zodíaco - Peixe-  o décimo segundo signo. O mês em que nos dissolvemos nas águas do inconsciente, que nos propomos a libertar a forma humana para viver o ser e fazer a morte dos trezentos sessenta e cinco ou seis dias  do ano. O mês dos caretos, dos  foliões, das máscaras circularem em festa pelas ruas, a dançar «múltiplos eu´s« que nos compõem. 

Vivemos, 

em contra -mão,

cronometrados pela máquina da temporada gregoriana, 

circulamos na ilusão dos ponteiros do relógio  na terra de era uma vez...

Vivemos ,

o fecho  de uma era, a iniciar, também acertar os passos, com  era que segue os primeiros graus.

Vivemos,

a um passo ...

V.

28 Fevereiro 2023

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