OH SANGUE QUE ESCORRES PELAS PERNAS...

 À LUZ DOS DIAS E DAS NOITES- MÊS DE SETEMBRO25

  «no vigésimo sétimo dia do mês de setembro o sol vermelho raia na minha intimidade. Escolho verbos que combinam com o substantivo FEMININO - CELEBRAÇÃO! 

Um dedo que procura a confirmação. Penetra na intimidade de uma vagina- menina. Não há guiança, na escuta de quem cuida o seu templo. O espanto da primeira vez; é vermelho, bem vermelhão e  rompe por dentro. São séculos de oposição a quem gera a vida,- pela raiva, na mentira, com vergonha, por negação vestimos as calças com a intenção de medir as forças entre sexos. Por engano ocultamos o poder que temos entre as pernas.

Oh sangue que escorres pelas pernas, vem dizer que sou MULHER!

O corpo que é abraçado de uma nova  dor, procura a posição fetal para encontrar a combinação de acolhimento, todo ele estremece  expande a sacro potência.

As idades de uma mulher confirmam a passagem,  a lua que vem a cada  28 dias a partir da idade de Júpiter e registra a menarca, o período que marca a regularidade.

Oh sangue que não escorres pelas pernas, vem dizer que sou  MÃE!

Dentro do ventre cresce uma nova divisão,  intimidade ocupada pelo um ser.

São necessários nove meses para retornar o vermelho, a presença  no branco pano envolvente.

Foram dias no ulterior ventre cósmico, dias antes, dias depois registrados na agenda, contagem, dedos a motorizar o fluxo a medir a espessura, apurar o cheiro da minha intimidade. De espremer o sangue e regar flores para recordar, ver o poder de uma mulher que sangra. Quando  aceitas  todas fases, são iluminadas as zonas escuras do teu sangue na dor que pontua abrir espaço para abrigar o momento da descida e afirmar: estou com o período! é na  alegria que o recebes, excepto quando aguardas ser mãe,...


E quando, já não sentimos  o sangue  a descer pelas pernas ?

- há um vazio sentido, uma ruptura, desconexão, alivio para algumas, também há um tempo para trabalhar a percepção, ampliar  sentidos e voltar a conectar o corpo à nova fase, -  aos poucos vamos tomando a percepção da continuidade dos sintomas, mas sem ver o fio vermelho descer.

Chega o momento temido pelas Mulheres, a menopausa e « os ciclos de repetição« que geram verdades constadas pela desarmonia das hormonas,..

Para a minoria de nós que cuida do corpo como um sagrado é a verificação de um grande trabalho e consciência: sem calor, sem suores noturnos, gordura adicional, medicação, apenas   celebramos o equilíbrio e agradecemos.

Mas, quando somos surpreendidas pelo cheiro único e sentimos os sinais, dizemos será que está de volta?  

P.S.O TEMPO DA SUA PASSAGEM NÃO É PRESENTE  PARA TODAS AS MULHERES, NEM TODAS DESEJAM , NEM TODAS ESTÃO SERENAS, PARA ACOLHER A DESCIDA DO SANGUE, É O FRUTO  NÃO COMIDO PELA SERPENTE

V,

30 SETEMBRO25

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