O VÉU LUNAR

À LUZ DOS DIAS E DAS NOITES- MÊS DE DEZEMBRO/25





O seu azul, não limita  a expressão das  mãos em serviço.
O que o eu  venda, os olhos da consciência põe a nu
O tempo guia - a matéria
O  corpo doí, - quando não há espaço

O que narrar do décimo segundo mês, se as palavras estão recheadas de gelo.
O fecho do ano. A espiral dos ciclos. O que chega para prestar  contas e levantar as perguntas existenciais do chão -  ter ou ser presente ?

O  azul do céu permite o deslumbre 
O ser humano ajuda a contar a história
O tempo  e o espaço encolhe e expande no planeta terra.

O mar mata a sede à terra,  o que vem de cima são perolas translucidas de vida.

O dias são encaixotados  Anos. Séculos. Eras. Estamos a ser varridos internamente e o que resta ? sem tempo de chegar a casa e sentar na soleira da porta, 

O agora vem sem freio, na linha do tempo.

O cavalo corre, não o de vapor, - algo estranho galopa  entre dimensões, é frenético, eletrizante, encurta o tempo, torce o espaço.

O volume do véu que cai aos pés de quem se pôs ao  serviço, da união das partes dissonantes nasce novo ser.


O seu azul  ilumina, o deserto por onde alma  caminha.

V
31 Dezembro 25 


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